Sonhou a terra e nasceram os poetas. Tantos temas de amor! Tantos profetas! Fala-me de amor poeta, hoje há luar. Há pouco o sol nasceu e me acordou, longo vai ser o dia e ainda não passou. Consumo a claridade que me consome. Resisto.
Domingo, 2 de Dezembro de 2007
Sol de Inverno

 

 

Cubro-me com o meu lençol

E sou fantasma

Cubro-me com as minhas mãos

E sou pudor

Deixo os meus olhos bem abertos

Inquietos são os dias sem amor.

 

 

Entro no nevoeiro e adormeço

Oiço murmúrios, risos, lágrimas

Suspiro em vão!

 

 

Busco a luz do sol e é Inverno.



 

Aida Nuno


sinto-me:

publicado por criar e ousar às 08:32
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6 comentários:
De João Viegas a 25 de Janeiro de 2008 às 16:38
O fantasma pudor que desesperadamente procura o Verão no Inverno.

Tenho uma escuridão por dentro
Um lado negro que me assusta
Provoca inércia ao tempo
Arrasta os momentos para o passado
Vetusta!
Esta vida tem o sabor escondido, amassado,
curtido por véus acres, quase apimentados
Batota!
Sou feito como um porco que arrota
tão solitaraimente como se fosse único no mundo
Sou cálido e negro como um agiota de vaidade.
Ah a eterna saudade
que empurra o tempo, precipitando-o no ventre
Quero chocolate preto que saiba a caramelos azedos

João Viegas
25.01.2007


De criar e ousar a 27 de Janeiro de 2008 às 01:08
Gostei. Tem muita força.
A procura e o conhecimento de nós próprios dói.


Aida Nuno


De estreladosul a 27 de Janeiro de 2008 às 01:30



E quantas vezes passamos por esta vida como fantasmas com receio de nos conhecermos a nós próprios, não é cara amiga?
Adorei o pensamento.

Um bom Domingo

Bjinho amigo

Mario Rodrigues


De criar e ousar a 28 de Janeiro de 2008 às 19:14
É sempre bom saber de si. Ando muito preguiçosa.

Fiquei satisfeita por ter gostado.

Tudo de melhor.

Aida Nuno


De estreladosul a 28 de Janeiro de 2008 às 23:55



Ainda bem que gostou, cara amiga.
Quanto ao resto, vamos lá a deixar a preguiça de parte e visitar os amigos. eh eh eh eh

Uma linda semana

Bjinho amigo

Mario Rodrigues


De Pedro Tortuga a 27 de Abril de 2008 às 19:39
Ha um sol polar,iníquo, iluminando-me o silêncio. Ha uma luz que fere a ausência cálida da fresca sombra dos beijos teus. Um vazio do olhar- a planicie do nevoeiro, na agonia de uma maré morta. Renasce no verde!


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