Sonhou a terra e nasceram os poetas. Tantos temas de amor! Tantos profetas! Fala-me de amor poeta, hoje há luar. Há pouco o sol nasceu e me acordou, longo vai ser o dia e ainda não passou. Consumo a claridade que me consome. Resisto.
Sábado, 17 de Setembro de 2011
Mocidade

 

      
              
        Deixa-me pensar
           Que sou ainda aquela
        Que olhava o espelho
        Como se abre uma janela.
 
        O espelho reflectia
        Tudo o que eu queria
        Nas cores rosáceas
        Da luz que eu inventava.
 
        Brilhavam os meus olhos
        Soltava-se a alegria
        Era minha a mocidade
        Como louca ria, ria.
 
        Nas sombras da noite
        Eu via estrelas
        O orvalho da madrugada
        Não me tocava
        Nas ondas bravas eu via o mar
        Beijando a areia
        Nos muros de chuva eu sentia o sol
        Que me beijava
        Com o sol eu me queimava
        E ria do amor que tu me davas.
 
        Deixa-me pensar
        Que sou ainda aquela
        Que olhava o espelho
        E não via as sombras
 
        Aida Nuno

 


sinto-me:

publicado por criar e ousar às 21:46
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