Sonhou a terra e nasceram os poetas. Tantos temas de amor! Tantos profetas! Fala-me de amor poeta, hoje há luar. Há pouco o sol nasceu e me acordou, longo vai ser o dia e ainda não passou. Consumo a claridade que me consome. Resisto.
Quinta-feira, 8 de Fevereiro de 2007
Vampiros

 

     Crianças, tantas crianças                                            

      Passam a infância a chorar

      Não querem acreditar

      Na sorte que as marcou.

  

      Arrastam a sua morte

      Para elas nada sobrou

      O mundo não vê, não crê

      Morto está quem as matou.

  

      Sorriem neste bailado 

      Os vampiros tão falados

      Negam tudo, tudo, tudo

      Acreditar para quê?

 

      Dobra-se o corpo e fenece

      O seu fim ninguém conhece

      As almas vagueiam já

      As penas ficam por cá...

                                                                       

                                                Aida Nuno


sinto-me:

publicado por criar e ousar às 17:41
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