Sonhou a terra e nasceram os poetas. Tantos temas de amor! Tantos profetas! Fala-me de amor poeta, hoje há luar. Há pouco o sol nasceu e me acordou, longo vai ser o dia e ainda não passou. Consumo a claridade que me consome. Resisto.
Quarta-feira, 14 de Março de 2007
Ambição

Não quero que os dias sejam iguais

E as horas batam certas

Não quero ritmos constantes

Alucinantes em monotonia.

 

Sintonia do dia-a-dia

Em perfeita harmonia

Estruturada em horas certas

Acabando sempre igual ao fim do dia.

 

Não quero a noite

Com portas fechadas, janelas cerradas

Esperando a monotonia de um outro dia.

 

Quero remoinhos de vento

Que me elevem em espiral, sem um lamento

Lá no alto, entre a terra e o céu

Eu olharei as estradas iguais

As portas fechadas

As janelas cerradas

E o fervilhar de gente

Com as horas certas

E as vidas correctas.

 

Não importa que o vento amaine

A minha alma caia a pique e ferida fique.

 

Vivi a emoção de ser elevada

Vi noites estreladas, resplandecentes

Vi de perto o sol em luz zodiacal

E no final

Em que o sopro da morte é sempre igual

E bate na hora certa

Eu sorrirei porque me elevei

Estive lá no alto entre a terra e o céu

E me senti viva.

 

                                                          Aida Nuno


sinto-me: ambiciosa

publicado por criar e ousar às 19:04
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4 comentários:
De Cöllyßry a 18 de Março de 2007 às 21:41
Ummm,gostei de ler este bom poema...bjca


De criar e ousar a 19 de Março de 2007 às 17:21
Olá Colibri! Pássaro atento e esvoaçante...

Muito obrigada por ter apreciado este poema de que eu tanto gosto porque nele me retrato.

Até breve amiga,

Aida


De Maria a 23 de Março de 2007 às 22:48
Olá nina
Que bela sensação de paz e ao mesmo tempo um fogo na alma.
Gostei muito do teu poema.
Beijinhos e um sorriso :)
Maria


De criar e ousar a 24 de Março de 2007 às 19:15
Olá Maria!

Como gostei das tuas palavrinhas. Comunico-te que este blog ainda é uma criança. Está atenta minha amiga e como eu gosto de todos que aqui se prendem nem que seja por um bocadinho...

Com amizade,

Aida


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