Sonhou a terra e nasceram os poetas. Tantos temas de amor! Tantos profetas! Fala-me de amor poeta, hoje há luar. Há pouco o sol nasceu e me acordou, longo vai ser o dia e ainda não passou. Consumo a claridade que me consome. Resisto.

Quarta-feira, 2 de Maio de 2007
Interrogações

    

 

 

 

  

Cada um de nós é um Mundo, mas não nos conhecemos

Nós que procuramos o conhecimento a cada instante

Cada momento nosso compreende vida única, talvez sem fim

Cada segundo, um a um,

Contém o insondável mistério da existência

Nascente de todas as nascentes!

 

Originalmente parece que tudo está bem, tal como é

No entanto, não somos nada, tal como somos.

 

A cada instante posso regressar

À minha alegria ou à minha tristeza

Basta um lugar, uma palavra, um chilrear de pássaros

Insustentável realidade que me sufoca

Muitas coisas mais eu não comando, nem ninguém…

Serei eu, tudo o que está dentro de mim?

Ou serei só uma partícula do Universo

Ínfima e insignificante

Talvez, para além do que eu entendo, seja importante…

 

Constantemente o meu coração verdadeiro e confuso bate

Na ânsia de saber onde tu estás, o que sou, para onde vou

Compreender…

É esta a minha esperança, a minha luz

Nascente de todas as nascentes!

 

                                                           Aida Nuno 


sinto-me:

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Sábado, 28 de Abril de 2007
Imagens
O cansaço tomou-me, deslaçou-me
Vou ficar nesta lassidão
De nada ver, de nada querer
Como alguém que desfalece
Cai de borco e fica morto.

Abro os olhos devagar
As paredes do quarto
Ainda lá estão
Com retratos suspensos
Por um fio
Neste vaguear vazio sinto
Recordação a recordação
Que eu retive
Como novelos de aço
Que eu não deslaço
Onde estão agora os bibes?

Fugiram as crianças
Deixaram de brincar
Ficaram as imagens
De momentos, de paisagens.

A Vida sempre a seguir
Indiferente aos meus desejos
Sentir na minha face inocentes beijos
Vou virar a almofada
Estou tão cansada!
Quero dormir.

                                                Aida Nuno

sinto-me:

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Quarta-feira, 14 de Março de 2007
Ambição

Não quero que os dias sejam iguais

E as horas batam certas

Não quero ritmos constantes

Alucinantes em monotonia.

 

Sintonia do dia-a-dia

Em perfeita harmonia

Estruturada em horas certas

Acabando sempre igual ao fim do dia.

 

Não quero a noite

Com portas fechadas, janelas cerradas

Esperando a monotonia de um outro dia.

 

Quero remoinhos de vento

Que me elevem em espiral, sem um lamento

Lá no alto, entre a terra e o céu

Eu olharei as estradas iguais

As portas fechadas

As janelas cerradas

E o fervilhar de gente

Com as horas certas

E as vidas correctas.

 

Não importa que o vento amaine

A minha alma caia a pique e ferida fique.

 

Vivi a emoção de ser elevada

Vi noites estreladas, resplandecentes

Vi de perto o sol em luz zodiacal

E no final

Em que o sopro da morte é sempre igual

E bate na hora certa

Eu sorrirei porque me elevei

Estive lá no alto entre a terra e o céu

E me senti viva.

 

                                                          Aida Nuno


sinto-me: ambiciosa

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Quinta-feira, 8 de Fevereiro de 2007
Vampiros

 

     Crianças, tantas crianças                                            

      Passam a infância a chorar

      Não querem acreditar

      Na sorte que as marcou.

  

      Arrastam a sua morte

      Para elas nada sobrou

      O mundo não vê, não crê

      Morto está quem as matou.

  

      Sorriem neste bailado 

      Os vampiros tão falados

      Negam tudo, tudo, tudo

      Acreditar para quê?

 

      Dobra-se o corpo e fenece

      O seu fim ninguém conhece

      As almas vagueiam já

      As penas ficam por cá...

                                                                       

                                                Aida Nuno


sinto-me:

publicado por criar e ousar às 17:41
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