Sonhou a terra e nasceram os poetas. Tantos temas de amor! Tantos profetas! Fala-me de amor poeta, hoje há luar. Há pouco o sol nasceu e me acordou, longo vai ser o dia e ainda não passou. Consumo a claridade que me consome. Resisto.

Segunda-feira, 26 de Março de 2007
Preguiça

 

Placidamente me espreguiço

Bocejo

Tranquilamente projecto no tecto

O pensamento do nada

Um cão ladra lá fora

Um carro passa

Eu fico olhando o tecto.

 

Uma aranha estática

Espera um sobressalto

Para correr, fugir, sobreviver.

 

Podes cair sobre mim

Eu não te mato

Resisto a destruir a tua teia

Reduzir-te a nada

Neste momento não existo.

 

Placidamente olho o tecto

Não ambiciono

Não desejo, não castigo

Tece a tua teia aranha

Eu deixo

Eu não te mato.

 

                                       Aida Nuno

 


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publicado por criar e ousar às 13:49
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